Todo final de semestre paro para refletir o que aprendi de
novo.
Neste semestre, professor Luiz Felipe Ponde nos questionou
sobre o relativismo, tivemos de nos adaptar. Adaptar a livros de 900 páginas
onde personagens se desenvolviam para no final matar o pai, ao Marquês de Sade,
a uma pitada do intenso Dostoiévski, um pouco de Machado de Assis, vindo com o
olhar de ressaca de Capitu.
Relativizamos as verdades absolutas, os dogmas, aprendemos que precisamos andar pela calçada, e que basta perder um pouquinho das tecnologias criadas pelo homem para cairmos em trevas.
Veio também Ionesco, com seu teatro do absurdo, nos
ensinando que uma mentira mesmo que sendo reproduzida por todos ainda sim não
supera a “verdade”, e que independente de virarmos um exército de rinocerontes,
aquele que não ceder, mesmo no final, ainda sim é especial, porque independente de qualquer
coisa, ainda podemos ser diferentes.
E no fim de tudo isso?
No fim, a proposta é ser diferente. Pensar diferente. Aproveitar a oportunidade de ler os clássicos para compreender o contexto que nos inserimos. Olhar para trás e ver o que está pela frente. Eu no final quero poder pensar como a Isabela, e conseguir de certa forma deixar uma marca, mesmo que esta marca seja no meu mundo. Já é suficiente.