quinta-feira, 2 de julho de 2015

Trecho do trabalho "O amor afetado pela síndrome da prateleira"

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"Tomados pela Síndrome da Prateleira temos medo de arriscar, de viver uma instabilidade. Se não for programado, previsível, e se tiver possibilidades de risco, não interessa.
Então onde entra o amor? Estamos tão frouxos para as sensações que abdicamos do amor por não sabemos lidar. Não consideramos a possibilidade de experimentar este sentimento que Platão constatou como uma busca pela beleza em toda sua razão essencial.
Na civilização do espetáculo poucos indivíduos buscam a vivência da sensação em sua potencialidade, mas sim espetaculizam cada aspecto da vida para poder viver a projeção das felicidades.. A experiência do amor para muitos não é válida, só se for seguida dos preceitos formulados pela publicidade. O amor não é vivido em suas múltiplas possibilidades do casal, precisa entrar na regra, nós determinismos que a sociedade busca.
O problema é que o amor ainda existe! Mas ninguém mais quer arriscar. O ser humano moderno precisa essencialmente se permitir, possibilitar a experimentação deste sentimento que só leva para o real conhecimento da beleza, o real conhecimento do relacionamento com o outro. Os casamentos fracassam porque nós projetamos nossas vontades no outro, sem a consciência de que o outro não é meu, e tem todas suas potencialidades de ser totalmente diferente. Os relacionamentos fracassam porque hoje em dia não sabemos admirar a diferença, muito pelo contrário, queremos mudar o que nos incomoda, temos que encaixar na nossa prateleira, e se não encaixa, é mais fácil jogar fora."
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Trecho do trabalho de Comunicação comparada, refletindo sobre o amor atualmente.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Final do 4º Semestre

Todo final de semestre paro para refletir o que aprendi de novo.

Neste semestre, professor Luiz Felipe Ponde nos questionou sobre o relativismo, tivemos de nos adaptar. Adaptar a livros de 900 páginas onde personagens se desenvolviam para no final matar o pai, ao Marquês de Sade, a uma pitada do intenso Dostoiévski, um pouco de Machado de Assis, vindo com o olhar de ressaca de Capitu.

Relativizamos as verdades absolutas, os dogmas, aprendemos que precisamos andar pela calçada, e que basta perder um pouquinho das tecnologias criadas pelo homem para cairmos em trevas.

Veio também Ionesco, com seu teatro do absurdo, nos ensinando que uma mentira mesmo que sendo reproduzida por todos ainda sim não supera a “verdade”, e que independente de virarmos um exército de rinocerontes, aquele que não ceder, mesmo no final, ainda sim é especial, porque independente de qualquer coisa, ainda podemos ser diferentes.

E no fim de tudo isso?

No fim, a proposta é ser diferente. Pensar diferente. Aproveitar a oportunidade de ler os clássicos para compreender o contexto que nos inserimos. Olhar para trás e ver o que está pela frente. Eu no final quero poder pensar como a Isabela, e conseguir de certa forma deixar uma marca, mesmo que esta marca seja no meu mundo. Já é suficiente.


domingo, 26 de outubro de 2014

Início...


Neste dia 26/10/2014 inicio meu blog. Veio em um momento divisor de águas para a minha vida. Motivada por diversos aspectos acredito que também posso ter voz, também quero dialogar e discutir opiniões. Quero mostrar que dentre tantas diferenças e igualdades eu também estou aqui, também sou sujeito pensante.

No alto de meus 19 anos, e de todo o momento político vivido pelo Brasil contemporâneo, reflito. Não será um blog de politica, de livros, de trabalhos. Será um blog de tudo. Sinta-se livre para me ouvir e para conversar. Vou evoluir e possivelmente mudar muito de opinião, acompanhe esta trajetória.