quinta-feira, 2 de julho de 2015

Trecho do trabalho "O amor afetado pela síndrome da prateleira"

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"Tomados pela Síndrome da Prateleira temos medo de arriscar, de viver uma instabilidade. Se não for programado, previsível, e se tiver possibilidades de risco, não interessa.
Então onde entra o amor? Estamos tão frouxos para as sensações que abdicamos do amor por não sabemos lidar. Não consideramos a possibilidade de experimentar este sentimento que Platão constatou como uma busca pela beleza em toda sua razão essencial.
Na civilização do espetáculo poucos indivíduos buscam a vivência da sensação em sua potencialidade, mas sim espetaculizam cada aspecto da vida para poder viver a projeção das felicidades.. A experiência do amor para muitos não é válida, só se for seguida dos preceitos formulados pela publicidade. O amor não é vivido em suas múltiplas possibilidades do casal, precisa entrar na regra, nós determinismos que a sociedade busca.
O problema é que o amor ainda existe! Mas ninguém mais quer arriscar. O ser humano moderno precisa essencialmente se permitir, possibilitar a experimentação deste sentimento que só leva para o real conhecimento da beleza, o real conhecimento do relacionamento com o outro. Os casamentos fracassam porque nós projetamos nossas vontades no outro, sem a consciência de que o outro não é meu, e tem todas suas potencialidades de ser totalmente diferente. Os relacionamentos fracassam porque hoje em dia não sabemos admirar a diferença, muito pelo contrário, queremos mudar o que nos incomoda, temos que encaixar na nossa prateleira, e se não encaixa, é mais fácil jogar fora."
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Trecho do trabalho de Comunicação comparada, refletindo sobre o amor atualmente.

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